Rússia: a barreira do idioma é só um detalhe!

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Rússia: a barreira do idioma é só um detalhe!

A gente queria ter ido à Rússia há mais tempo, mas fomos adiando, adiando por várias razões, ora por preconceito, ora porque a gente não queria ir antes nem durante a Copa e assim foi, até que finalmente decidimos que havia chegado a hora. Imaginamos que agora o país estaria mais tranquilo sem aquela onda gigantesca de turistas, preços mais baixos e o legado do evento já teria sido testado e aprovado.

Antes de ir, como sempre fazemos, a gente leu muito sobre o país e conversamos também com os amigos que foram à Copa. Todo mundo voltou super bem impressionado e isso foi decisivo pra gente se animar.

Sabíamos que as pessoas não falam inglês por lá, principalmente em Moscou. Estudei algumas palavras em russo, algumas expressões e também o alfabeto Cirílico utilizado na escrita e assim, achei que daria pra me virar, porque apostávamos que ao menos no aeroporto, nas estações de trem e nos pontos turísticos de maior interesse as pessoas falariam inglês ou francês, sei lá. Ledo engano. Não falavam nem falam, com raras exceções.

O teste de fogo foi logo na chegada a Moscou. Tínhamos sido orientados a não pegar táxis, pois nos disseram que eles seriam meio espertinhos e, diante da dificuldade com o idioma, isso poderia se tornar um motivo de stress. Optamos por chamar um carro de aplicativo, mas na hora de saber exatamente onde esperar pelo motorista naquele mega aeroporto, cadê? Fomos ao balcão de informações ao turista, no próprio aeroporto e ninguém sabia do que estávamos falando (aplicativo? Que aplicativo?); fomos aos policiais que faziam ronda por ali e nada; perguntamos a mais algumas pessoas, sem sucesso. E, só uma hora depois, após pedir ajuda a uma comissária de bordo que estava no estacionamento é que resolvemos o caso. Ela, super gentil, pediu meu celular, ligou para o motorista do aplicativo e, em russo, naturalmente, me descreveu e marcou um ponto de encontro. Deixou ótima impressão!

Malas no carro, quem disse que o motorista sabia nosso destino? Com gestos ele deixou claro que não sabia para onde nos levar e não adiantou escrever, nem falar pausadamente, em inglês, o nome do hotel, porque ele simplesmente não entendia. Nessa hora o santo Google Tradutor baixou ali e conseguimos traduzir para o russo o nome do nosso hotel. Uma hora e meia depois, com trânsito pesado – o aeroporto de Moscou fica a mais de 50 Km do centro – chegamos. Aí a ficha já tinha caído e nós já sabíamos que o idioma seria mesmo a maior dificuldade.

Mas, pra ser bem sincera, o idioma não foi – nem de longe – um problema diante da beleza inacreditável das duas cidades que visitamos – Moscou e São Petersburgo e do visual – abaixo – que tivemos ao abrir a janela do quarto, já instalados no hotel. A gente ficou encantado, boquiaberto, deslumbrado, se você quer saber.

E, a partir desta semana vamos fazer vários posts sobre a Rússia, sobre seu povo, sobre a cultura, sobre a comida e principalmente sobre a história daquele país. É de cair o queixo, acredite!

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