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Por que viajar é tão legal…

Quando a gente resolveu criar o blog, nosso único objetivo era o de compartilhar com os amigos nossa experiência de viver seis meses em São Francisco, na Califórnia, depois da aposentadoria, ou seja, na meia-idade, naquela fase em que a gente não tem mais a vida inteira pela frente e sim, apenas uma metade, com sorte. Passados os seis meses incríveis por lá, o blog continuou porque os amigos alegavam que já tínhamos tantas “horas de voo”e tantas boas histórias pra contar que não podíamos deixar isso assim, guardado só para nós mesmos. E foi assim, de post em post, que acabamos migrando também para o Face, porque ali as fotos ganham outra dimensão, os textos são menores etc e tal e o blog cresceu.

De qualquer forma, volta e meia a gente para aqui pra escrever um pouco sobre uma experiência de viagem, em especial, ou sobre questões culturais, enfim, sobre qualquer coisa que achemos que valha a pena compartilhar com vocês. Hoje, queríamos discutir um pouco essa questão: por que para umas pessoas viajar é tão importante e para outras nem tanto? Por que umas gastam todas as suas economias para viver longe de casa a maior parte do tempo enquanto outras preferem investir seus recursos no conforto do lar, no plano de saúde, no futuro incerto?

Os amigos às vezes nos perguntam porquê a gente viaja tanto e, muitas vezes, para tão longe. Perguntam se não é muito caro (não, não é), se não temos medo (não, não temos), se não ficamos cansados (sim, às vezes). E a gente começou a pensar sobre isso. É uma questão muito pessoal, é algo que não tem uma resposta X ou Y. Há pessoas que são mais aventureiras, querem mesmo desbravar o mundo ainda que na segunda metade da vida e, outras, que dão qualquer coisas para não ter nenhum tipo de problema ou preocupação além daquelas que todos temos e pensam assim: se está tudo bem, pra que vou me meter num avião, voar 14 horas até chegar num país onde não conheço ninguém, não falo o idioma e não faço ideia do que vou encontrar? Então, para a turma que nos pergunta coisas assim, a gente responde : viajar nos faz sentir mais alertas, mais espertos (no bom sentido), mais antenados com o mundo. Claro que sendo o ato de viajar um convite ao imprevisto, algumas coisas vão dar errado: desde coisas chatas como ter a mala extraviada ou perder a conexão, até sentar ao lado de uma mãe com um bebê que não para de chorar, durante as 10 horas do voo. Mas, isso é o de menos.

O bom de viajar é que a gente aprende com isso, a gente se prepara para isso, faz (muitas) contas, planeja e organiza mesmo. E isso minimiza – e muito – os eventuais imprevistos. Depois, vem a recompensa: a gente faz muitos amigos, de todas as partes do nosso planeta (infelizmente, ainda não fizemos amigos de outras galáxias…); a gente aprende a respeitar as diferenças; a observar os hábitos culturais para não cometer gafes; a ampliar o paladar e a experimentar sabores improváveis em nosso país (como apreciar carne de rena, que é uma delícia); aprende a controlar o dinheiro com mais rigor; descobre prazeres simples como sentar para almoçar em um parque de Paris, com direito a vinho “nacional”; exercita o corpo (com horas e horas de caminhada) e a mente (com mapas, GPS e timetables dos  aeroportos e estações trem); aprende a dividir até a própria intimidade se estamos em um país onde os banheiros do restaurante são abertos a pessoas de ambos os sexos, tudo junto, ou se as mesas são enormes e comunitárias…

Por tudo isso é que a gente escolheu viajar. E, a cada retorno pra casa a gente começa a planejar outra viagem. Até porque, viajar também nos ensina que somos frágeis e precisamos estar preparados, porque subir e descer escadas, carregar malas, navegar em mares turbulentos ou voar em pequenos aviões e helicópteros requer boa saúde e uma dose de coragem que a vida, naturalmente, vai nos tirando sem que a gente se dê conta. E, antes que isso aconteça, a gente vai seguindo por aí, colecionando vivências e histórias. Seja qual for a sua curtição – viajar, ficar no sofá da sala vendo a sessão da tarde ou continuar trabalhando produtivamente  – o importante é ser feliz!

Viaje conosco! Acompanhe o blog!

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