Ponto para o Peru, um país que avança devagar, mas avança bem

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Ponto para o Peru, um país que avança devagar, mas avança bem

Não tem jeito: é sair do Brasil e a gente começa a fazer as comparações, já no aeroporto.

Esta não é a primeira vez que a gente vem a Lima, capital do Peru, mas, sempre que voltamos aqui, uma coisa chama a nossa atenção: o aeroporto da capital peruana é simples e sem nenhuma sofisticação (o piso é todo de cerâmica, comum e barata), mas é de uma eficiência que dá inveja. O saguão é amplo, com cadeiras suficientes para todos os passageiros (ninguém senta no chão), banheiros perfumados e sem filas, sinalização bilíngue farta, áreas de circulação espaçosas, ótima praça de alimentação e, na área internacional,  o free shopping é muito superior ao do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, por exemplo.

Um detalhe: no embarque internacional (que utilizamos), a triagem é feita ainda do lado de fora, isto é, na chegada ao aeroporto, ao descer do carro na frente da área de embarque, só passa para dentro do terminal quem vai, efetivamente, fazer check-in para embarcar. Parentes e amigos têm de entrar por uma outra porta separada por vidro e, se quiserem acompanhar o processo de despacho de bagagem ou dar um tchauzinho para o viajante têm de fazer isso através do vidro. Isso reduz drasticamente o volume de pessoas circulando nas áreas de check-in e o resultado é que – mesmo no caso dos voos internacionais, que levam em média bem mais de 200 passageiros, não há filas, nem confusão.

Na imigração, contamos 9 agentes federais atuando ao mesmo tempo (contra um, em Guarulhos). Ficamos 3 minutos. Os aparelhos de raios-X eram 14, todos funcionando ao mesmo tempo, o que dava menos de 2 minutos por passageiro, incluindo o vai e volta dos inexperientes ou distraídos que insistiam em passar com moedas e celular no bolso.

Postar sobre isso aqui pode soar estranho para muita gente, fica até parecendo até que somos passageiros de primeira viagem e que nos deslumbramos com tudo. Não é. Somos passageiros bastante viajados e por isso mesmo não entendemos como o Brasil, o maior país da América Latina, não consegue fazer aeroportos assim (nem que seja para receber a Copa do Mundo de Futebol) – tudo simples, sem requinte e sem grandes gastos, mas apenas eficientes e confortáveis.

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