O Marrocos é alaranjado…

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O Marrocos é alaranjado…

Há muito mais contrastes e exotismo no Marrocos do que o viajante desavisado pode imaginar. O país de maioria muçulmana que é um reino desde 1957, um ano depois de libertar-se do domínio francês  – é banhado por 2 800 quilômetros do Oceano Atlântico e por 530 quilômetros do Mar Mediterrâneo. Sem dúvida alguma, o Marrocos é laranja, quase vermelho, cheira a açafrão, a tâmaras frescas ou secas, tem povo de pele dourada, tostada pelo sol forte que bate ponto quase todos os dias do ano naquela parte do mundo.

COMO CHEGAR – Não há voos diretos entre o Brasil e o Marrocos, então, a melhor maneira é  chegar até um país europeu (melhor a Espanha) e dali fazer uma conexão para cidades como Rabat, Marrakesh ou Fez. Agora, uma opção bacana porém menos confortável é atravessar o estreito de Gibraltar em um dos ferries que saem de Algeciras, no sul da Espanha e vão para Ceuta (saídas a cada hora e a viagem dura 40 min) e Tânger (saída a cada 90 minutos; 2h);

COMO SE LOCOMOVER  – A melhor forma de circular pelo país é através de trens, razoavelmente pontuais, práticos e baratos ou por meio das excursões organizadas em confortáveis ônibus de luxo, que também possuem preços bem razoáveis.

ONDE COMER  – Uma das melhores experiências para o turista no Marrocos é sua rica cozinha de influência árabe, ibérica e francesa: cuscuz de semolina, acompanhado por vegetais cozidos, tajines , carnes de cordeiro e frango temperadas com mel, frutas cítricas, açafrão e pimentas;

DICAS DE SEGURANÇA – As dicas aqui são mais para as meninas que viajam sozinhas ou em pequenos grupos (de 2 ou 3, que foi o meu caso):

– evite encarar os homens, para evitar problemas. Muitos marroquinos olham e “secam” as mulheres, criando forte constrangimento; falam palavras em árabe (língua oficial) que a gente não pode (felizmente) imaginar o que significam;

– não use os chamados “grandes táxis” (veículos compartilhados que fazem trajetos entre cidades e vilarejos); não andem sozinhas nas medinas (cidades velhas) após o fechamento das lojas;  nem pensem em sentar nos cafés onde haja apenas a presença do sexo masculino (maioria) e não consumam bebida alcoólica em público.

O país é machista, sim. A cultura mulçumana não vê com bons olhos o jeito libertário e independente das mulheres estrangeiras. Ainda assim, é o máximo. E,  no meio de tanta opressão feminina, você também vai escutar propostas de casamento ou a promessa de que alguém seria capaz de dar 1.500 carneiros para se casar com você…

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