Marrocos – o que evitar (parte II)

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Marrocos – o que evitar (parte II)

Dando sequência às dicas sobre o que evitar durante uma viagem ao Marrocos, aqui vão mais algumas observações pra vocês:

1) Falsos guias de turismo – Infelizmente, é uma situação corriqueira, principalmente dentro das medinas. Basta você parar um pouco para olhar o nome de uma rua, procurar num mapa, preparar a câmera para uma foto e já aparece alguém se oferecendo para mostrar a cidade. Até aí, nada demais. O problema é que muitas dessas pessoas não são guias coisa nenhuma e só querem tirar vantagem da situação. Esse problema pode ser evitado com a contratação de um guia, ainda no hotel; tenha cuidado. Outros vão abordar você apenas dizendo que querem ser “seus amigos”. Não acredite. O que eles querem é levar  você em alguma loja ou restaurante onde ganham comissão. Nesse caso, diga curto e grosso: “la, shukran” (não, obrigado, em árabe), ou então “Sorry, I don’t understand”(Desculpe, eu não compreendo o que você diz) e siga em frente. Além disso, ainda tem um pessoal que chega em você dizendo que a atração que você procura está fechada e que não adianta ir até lá, por isso seria melhor ir aonde eles querem te levar — ou, no caso dos vendedores, continuar comprando. Não acredite nisso e siga seu caminho. Em quaisquer dessas abordagens assim, no meio da rua, finja que não entende ou diga simplesmente “No, thanks”(Não, obrigado) e saia fora.

2. Vendedores na medinas (especialmente em Marrakesh), a não ser que queira mesmo comprar –  é melhor passar e fazer que não está interessado em absolutamente nada à venda. Em algumas lojas, mesmo nas pequenas, depois que você entra, o vendedor pode ser muito insistente e fica difícil sair sem comprar nada. Se você não está interessado em comprar alguma coisa, é melhor nem entrar. Se entrou e não gostou de nada, saia rapidinho para não dar tempo de o vendedor ficar insistindo. Uma vez que eles percebem o seu interesse, ficam insistindo até fazer você comprar, mesmo que a contragosto. Ok, a barganha é um esporte marroquino, mas há quem – como eu – não goste desse jogo. Para essas pessoas o conselho é: seja curto e grosso, “no thanks” e “bye, bye”.

3. O idioma requer cuidado – A língua oficial do Marrocos é o árabe, embora existam diferenças entre o que se chama de árabe marroquino (Darija) e o chamado Modern Standard Arabic (MSA), ensinado nas escolas dos mais variados países árabes. O francês, obviamente, tem largo uso, herança da época do protetorado francês. Em lugares turísticos como hotéis e restaurantes, entretanto, todo mundo fala inglês e alguns  vendedores da medina  dão uma arranhada. Então, se você fala apenas inglês, e melhor ficar atento e aprender nem que seja poucas palavras em francês (mais fácil que o árabe) para se virar ao menos com os taxistas locais.

4. Os táxis –  E por falar nos taxistas, saiba que esses são o  maior aborrecimento da viagem. Claro, taxista picareta tem em todo lugar, mas no Marrocos tem um pouco mais. Muitos não querem ligar o taxímetro e, quando você quer combinar o preço, querem te cobrar bem mais caro do que o normal.  Então, aqui valem as mesmas dicas de qualquer país: procure se informar antes quanto custa uma corrida até o lugar onde você quer ir. Sempre que entrar num táxi que tiver taxímetro, peça para ligá-lo antes da saída; se ele não quiser, desça ou pergunte logo quanto ele vai te cobrar para deixar você no destino final. No geral, os táxis são bem velhos, não dá muito para escolher.

Além disso, eles têm o hábito de parar no meio do caminho para pegar outras pessoas, caso estas estejam indo na mesma direção que você. É mais ou menos como se fosse uma lotação, só que no nosso caso ( 2 mulheres sozinhas) a gente ficou muito assustadas, pois além do motorista, de repente entraram mais dois homens que fizeram sinal para o táxi no nosso caminho. Felizmente, quando isso aconteceu nós já estávamos a 300 metros do nosso hotel, à frente, e aí pedimos para descer ali mesmo.

Então, é isso pessoal. Nada demais, apenas cultura muito diferente da nossa. Some-se a isso o idioma também diferente e está feito o problema. Mas nada que não se resolva com uma conversa (ou sem conversa nenhuma). O importante é chegar lá sabendo desses costumes todos, porque aí você não será pego de surpresa. O Marrocos é lindo e nada é capaz de estragar uma viagem àquele país!

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