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Marrocos: o que evitar (parte I)

O Marrocos, dentre outros países muçulmanos, parece ser um dos mais tranquilos, mas nem por isso você deve se descuidar, mesmo porque é um país de cultura muito diferente da nossa, então, há que se ter atenção nas andanças por lá:

1) O terrorismo –  Pouco visado pelo terrorismo, mas não livre dele, o Marrocos já foi alvo de atentados graves e por isso o assunto está aqui. Esse é um problema que não tem muito como evitar, especialmente em locais turísticos. Porém, quando você está viajando não dá para deixar de ir nos locais mais famosos e conhecidos, entre eles, por exemplo,  o Café Argana (legal de conhecer),  na Praça Jamaa el-Fna, em Marrakesh e palco de grave atentado que, em 2011, matou pelo menos 15 turistas estrangeiros. Fique ligado sempre;

2) Se você é mulher, evite viajar sozinha: Mulheres que viajam sozinhas, mesmo em grupos, precisam tomar mais cuidado. Viajei sozinha com mais uma amiga e lá nos juntamos a uma americana que provavelmente sentiu a mesma insegurança que nós e logo se aproximou, mas o assédio é chato. Logo depois de chegar e perceber a situação compramos os passeios em uma agência de viagem e nos juntamos definitivamente – as três – a um grupo de franceses e belgas. Mulheres acompanhadas aparentemente não sofrem assédio dos homens, que são machistas mesmo e acham que o mundo é só deles. Aliás, alguns cafés nas cidades marroquinas trazem uma visão que chega a ser engraçada: só homens sentados, de frente para a rua, sem nenhuma mulher no meio. Só homens. Obivamente, esses lugares não são apropriados para “moças”.

Agora, ao contrário do estereótipo, a mulher marroquinha pareceu-nos bem liberada. Vimos até motoristas de ônibus mulheres. Muitas ainda usam roupas que só deixam os olhos de fora, em geral são mulheres mais velhas e casadas. As jovens usam um pano para cobrir os cabelos, mas um número razoável já anda com os cabelos soltos mesmo. Então, sendo assim, recomendamos usar roupas “recatadas” (calças largas ou vestidos longos, de mangas, evitando o uso de saias e shorts curtos, blusas decotadas etc). Leve um xale ou lenço que possa ser usado sobre a cabeça nos templos e também sobre os ombros, caso sua blusa deixe parte do colo à mostra. Isso evita constrangimentos.

Outra coisa que nos chamou a atenção foi a grande quantidade de lojas de lingerie, com peças mínimas, cheias de renda e em cores quentes, nas vitrines. Muito parecidas com as que vemos aqui no Brasil. Isso nos deixou a pensar sobre quem é que usa aquelas peças, provavelmente as mulheres dali mesmo, quem sabe sob burcas sisudas…

3) Andar sozinho nas Medinas – caminhar pelas medinas marroquinas um dos pontos altos da viagem, merece cuidado, porque os becos são um verdadeiro labirinto apertado e igual. Se você tem preguiça de ficar procurando as coisas e tem medo de se perder, por favor, contrate logo um guia. De preferência no hotel onde você esteja, o que provavelmente evitará surpresas desagradáveis: o preço será combinado antes e você tem para quem reclamar caso aconteça algo de errado. Se você fizer isso no primeiro dia, de repente consegue se aventurar nos outros sozinho, mas nós não aconselhamos. Ainda assim, tendo contratado um guia antes ou não, atenha-se às ruas principais (algumas ruelas das medinas podem parecer bem lúgubres), carregue sempre um cartão do hotel onde você está e preste bastante atenção. Uma boa dica é, cada vez que você dobrar uma esquina ou fizer uma bifurcação, guardar algum detalhe para se lembrar na volta: uma placa, um comércio diferente, uma planta etc.

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