Marrakesh é uma festa

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Marrakesh é uma festa

Marrakech, construída pelas dinastias que comandaram o Marrocos do século 11 ao 13, tem medina de paredes cor-de-rosa que se destacam no deserto, de onde é possível avistar a neve da cordilheira do Atlas. Ali, é possível encontrar de tudo: desde doces e os aromas perfumados das especiarias até artesanato feitos de couro e metal. Mas, se você não gosta de fazer compras, sinta as cores e os cheiros em um passeio pelas madraças – as escolas islâmicas.

A praça Jemaa El-Fna é o ponto turístico mais visitado de Marrakech. Conta a história que até o século XIX, a praça foi palco de decapitações! Por sorte, atualmente, é um lugar de muitas alegrias. Durante o dia, aproveite para tomar um delicioso suco de laranja, comprar ervas, flores ou frutos secos a granel e se impressionar com os domadores de serpentes e macacos. Se for tirar foto com algum deles, não esqueça de dar um trocado, pois isso é de praxe e eles fazem questão.

Passear sem rumo pelas ruelas da Medina pode ser um ótimo programa. Medina em árabe significa cidade antiga, e por isso, aqui encontramos os segredos mais bem guardados de Marrakech. A beleza das portas, a quantidade de gente circulando, os vendedores de tudo que você possa imaginar e artesãos fazendo seu belo trabalho na porta do “ateliê”. Recomendamos ir com um guia, porque as medinas são verdadeiros labirintos, se você se perder ali fica difícil reencontrar a saída sem ajuda, que nem sempre será confiável.

Já os souks são os mercados de rua que ficam dentro da Medina. Esses mercados são organizados segundo o tipo de produtos que são vendidos, ou seja, há souk de couros, de sapatos, tapetes, cestas, jóias, artigos em cobre, bronze ou prata, roupas, dentre outros. Há até mesmo um souk de tinturaria, onde tintureiros tingem fios naturais de lã e seda.

É importante saber que os preços cobrados pelos vendedores não são tabelados, mesmo dentro de um mesmo souk e, em geral, são absurdos simplesmente porque os marroquinos adoram negociar, isso está no sangue e eles esperam – mesmo – que você entre nesse jogo que às vezes chega a ser cansativo. A  gente sentiu falta de ver os preços em uma etiqueta ou tabela, justamente para evitar uma negociação sem fim, no idioma que nem sempre o turista domina, já que ali eles falam francês e arábe (o inglês é sofrível). Mas, faz parte da cultura, então que seja! A propósito, confesso que ao chegar no aeroporto – já na hora de sair do Marrocos – adorei encontrar preços com as respectivas etiquetas, o que me deu enorme alívio e vontade de comprar, mesmo sabendo que naturalmente tudo nos aeroportos é mais caro.

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