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Crônica da semana – A falta que o mar me faz…

O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito

(O Mar/ Dorival Caymmi)

Minha única irmã, falecida precocemente aos quarenta e poucos anos, costumava dizer que o barulho das ondas do mar a deprimia. Ela não gostava. E eu não entendia isso. Como alguém poderia ficar deprimida ouvindo o som das ondas do mar em seu compasso marcado, aproximando-se lentamente, aumentando de volume até arrebentar na areia? Nunca entendi, mas também nunca esqueci disso e sempre que estou à beira-mar ainda me lembro dela com saudade.

Pois bem, esse preâmbulo nostálgico foi só pra dizer que somos todos diferentes mesmo, que o que soa como poesia aos meus ouvidos não soa da mesma forma para o outro. Não podemos esquecer dessa verdade porque assim aprendemos a respeitar e compreender melhor a alma dos nossos pares e a conviver com isso.

Agora, que o mar é MARavilhoso, ah, isso é… Os amigos que moram perto do mar não entendem muito a minha compulsão por entrar no mar, mesmo nos dias nublados e até meio frios. Não entendem que a primeira coisa que eu quero fazer ao chegar no litoral é trocar de roupa e correr em direção à praia… Vou viajar pra lá? Quero logo consultar a previsão do tempo! Vai fazer sol? Maravilha! Vai estar nublado? Não tem problema, vou assim mesmo. Só não dá pra ir com chuva, né?

Agora mesmo estamos aqui na torcida para que faça sol em Ilhabela, litoral de S.Paulo, na semana que vem. A gente precisa e quer pegar uma praia e isso é uma necessidade, entendam, não é um luxo, absolutamente!

O mar sempre faz muito bem para o corpo e para a alma. Aquela coisa do sol batendo na pele, a brisa soprando os cabelos, o jeito descolado de quem mora nos arredores, tudo conspira a favor. Eu preciso do mar! Preciso do sol! Não saberia viver em um país daqueles do extremo norte da Europa onde dias e noites são quase iguais, onde a pele está sempre escondida sob o peso da lã, onde o mar até existe, mas é só um detalhe geográfico que impulsiona a prosperidade local, nada além disso. Honestamente, acho que eu não sobreviveria.

Eu gosto mesmo é de viver no Brasil, mesmo que seja aqui, no meio do cerrado, onde a umidade do ar hoje está em 11% (o governo decretou estado de emergência), onde a terra é puro barro vermelho e de onde eu preciso viajar pelo menos 1.000 Km para ver a água do mar…

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