10 dicas para quem vai a Jeri

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No milésimo sacolejo dentro da “jardineira”, do ônibus, da caminhonete ou seja lá o que você use para chegar a Jeri, com certeza um pensamento vai passar pela sua cabeça: “por que eu não peguei um avião e desci em um resort qualquer? Praia é tudo igual…”.  Pois saiba que não é. Nada é igual a Jericoacoara!

A cerca de oito horas de ônibus de Fortaleza, Jeri é daqueles lugares em que você acaba agradecendo pelo acesso difícil, pela internet lenta, pela areia que gruda no corpo noite e dia.Mas, é  como chegar ao paraíso: o acesso é difícil mesmo, você tem de fazer por merecer, não é um lugar para qualquer um. As ruas de areia, o povo simples e hospitaleiro, as redes na frente dos quartos, tudo convida a relaxar. Tem praias sem ondas, com água morna e cristalina, dunas brancas, sol e uma tranquilidade de dar preguiça. E, para que nada estrague a sua ida a esse paraíso, a gente vai dar aqui algumas dicas. Esperamos que ajudem:

1. Se vem para Jeri, venha com o espírito de aventura e desprendimento. Nada de esperar belas calçadas, hotéis maravilhosos ou a comodidade de um carro com ar condicionado para matar o calor. A não ser que você venha no seu próprio carro e desde que ele seja autorizado a trafegar no vilarejo, esqueça mordomias desse tipo. Se quer conforto pra valer, mude o seu destino, por favor!

2. Esta é para as meninas: esqueçam as sapatilhas cheias de frou-frous, as rasteirinhas de strass, a chapinha no cabelo e essas coisinhas todas que nós, mulheres, adoramos. Em Jeri, ou você anda completamente descalça ou usa Havaianas, que é a melhor coisa que você pode ter nos pés em uma cidade onde não há uma ruazinha sequer que seja calçada. Asfalto, nem pensar! Tudo aqui é de areia mesmo, a sensação é de estar em uma imensa e deliciosa praia. Então, por favor, somente Havaianas ou coisa parecida nos pés.

3. Até pouco tempo atrás não havia farmácias em Jeri. Agora existem duas, mas bem pequenas. Então, se você toma remédios com regularidade – e mesmo que isso ocorra só eventualmente – traga o essencial: band-aid, remédio para cólicas, dor de cabeça, antialérgicos, essas coisas aí…

4. São imprescindíveis: chapéu ou boné que possam ser amarrados à cabeça, para não voarem no buggy; protetor solar, muito; óculos de sol; short e camiseta, biquínis, claro; canga para as meninas; câmera fotográfica para registrar a beleza do lugar; dinheiro em espécie, pois em muitos lugares o pagamento só é possível em dinheiro, especialmente durante os passeios. Fora de restaurantes e hotéis é muito difícil pagar com cartão de crédito.

5. Negocie com os bugueiros antes dos passeios. Os preços variam enormemente. A gente utilizou os serviços da bugueira Carla e seu marido e, apesar de um contratempo com a maré – que subiu antes da hora e nos deu trabalho para retornar para o hotel – consideramos o preço deles honesto e o serviço bom. Ambos são pessoas legais, divertidas e de confiança, não precisa ter medo. Anotem o telefone deles: Carla e Roberto (88) 99869-7766 (no Face, procure Carla bugueira Jeri).

6. Ao  chegar em Fortaleza vindo de outras partes do Brasil, já tenha o serviço de transfer para Jeri contratado. A gente não usou, mas ouvimos muitas histórias sobre as chamadas “jardineiras”, que são camionetes adaptadas para transportar muitas pessoas e que cobram bem mais barato, mas correm muito e não oferecem nenhum conforto. Então, não custa checar. Nosso contato para fazer o transfer é o Sérgio, uma pessoa séria, educada e bastante cautelosa durante as mais de 4 horas de estrada até Jeri. O telefone dele é (85) 99925-6871 e (85) 8190-4242. Recomendamos.

7. Não existe caixa eletrônico, nem banco em Jeri. Portanto, trate de separar seu dinheirinho vivo para as pequenas despesas, embora todo mundo aceite pagamento em cartão, incluindo os ambulantes que vendem quinquilharias na praia;

8. Reserve um dia inteiro para conhecer as lagoas Azul e Paraíso. A Lagoa Azul é bonita, tem água azul e cristalina, parece o mar do Caribe. Mas a Paraíso é mais bonita e tem mais estrutura. A dica é não almoçar no Alchimist Beach Park e procurar outras barracas mais adiante um pouquinho. Os bugueiros levam todo mundo pra lá porque ganham com isso, mas você não é obrigado a almoçar no lugar. Pode ficar por lá, aproveitando a estrutura que é excelente, mas a comida definitivamente não é boa. O buggy para levar 4 pessoas e ficar por sua conta o dia todo custa – em média – 180 reais.

9. Reserve um dia inteiro para conhecer Tatajuba, mas saiba que esse é um passeio que requer espírito aventureiro porque inclui subir e descer dunas de areia, atravessar um braço de mar em uma pequena balsa que carrega dois buggys, navegar de canoa por um outro braço de mar, em busca de cavalos marinhos e por aí vai. É um longo passeio que exige que você retorne até, no máximo, as 14h, porque a partir daí a maré enche rapidamente e você corre o sério risco de ficar ilhado por lá, sabe-se lá até quando. Antes de sair, pergunte ao bugueiro a que horas voltarão.

10. Aproveite muito esse paraíso, porque ele está ameaçado, embora as pessoas dali já tenham a consciência da preservação. O problema é que a própria natureza está mudando a paisagem, os ventos movem as dunas, algumas lagoas estão secando e, infelizmente, não se sabe até quando o vilarejo permanecerá do jeito que se encontra agora.

Vá pra Jeri!

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