Pra quem vai chegar por Milão

Se você, como nós, vai apenas passar por Milão e tem planos de pegar um voo doméstico, de lá, para outras cidades italianas ou arredores (como a ilha de Malta, por exemplo, que não é italiana, mas fica bem pertinho), nossa sugestão é dormir próximo ao aeroporto de onde irá partir no dia seguinte (provavelmente Linate ou Orio al Serio).

Veja os aeroportos próximos a Milão:

MALPENSA: principal aeroporto da região, é onde chegam todos os vôos intercontinentais. De lá, para chegar até o centro da cidade você pode optar por um táxi que não vai custar menos em torno de 82 euros. Mas existe a opção de pegar o trem que sai do aeroporto (Malpensa Express), a cada meia-hora, e chega à estação de metrô Cadorna (linha vermelha e verde) em 29 minutos (sem paradas intermediárias) e em 36 minutos (com paradas).

LINATE: menor e bem perto do centro de Milão. Aqui chegam e saem voos os vindo de várias parte da Europa. Para sair de lá e chegar até o centro de Milão, de táxi, você vai pagar em torno de 50 euros. Se tiver com pouca bagagem você pode pegar um ônibus da linha ATM ( 1,50 euro) e descer na Piazza San Babila. Escolha as linhas 73 ou X73.

ORIO AL SERIO: fica em Bergamo e atende principalmente as companhias low cost.

 


Itália – começando a planejar a viagem

Como já falamos com vocês, estamos nos organizando para voltar à Itália, um dos países mais bonitos da nossa lista de 35 visitados. O pessoal que segue o blog sabe que a gente se planeja com antecedência, coisa que o brasileiro não gosta muito de fazer e isso tem uma razão: ao planejar com antecedência a sua viagem, você tem chances de conseguir hotéis mais baratos, passagens, então, nem se fala. Fora isso, tem a vantagem de poder diluir os custos disso tudo e quando chegar a hora do embarque muita coisa já foi paga.

Os estrangeiros fazem isso, os europeus, todos, sem exceção, fazem mesmo! Planejam suas viagens com três, quatro, cinco meses de antecedência, principalmente na alta temporada. A gente constata isso quando vai marcar hotéis com 2 meses de antecedência (crente que está abafando!) e aí não encontra muita coisa interessante. Então, fica a primeira dica: planeje, planeje, planeje!

Estamos nos “finalmente”de nossos planos, já temos as passagens aéreas de ida e volta, as passagens aéreas (low cost) dos voos lá dentro, os hotéis da chegada (Milão e ilha de Malta), da estadia mais longa (San Gimigniano) e da volta (Milão). Isso dá um conforto danado, viu!

Faltando 52 dias para nosso embarque, vamos começar a contar para vocês as boas dicas que já temos e, assim, quem sabe vocês se animam também e fazem resolvem se organizar pra fazer uma trip legal…


Lá vamos nós pra Itália, de novo…

Para quem já conhece, a Itália é, sim, um lugar para se voltar muitas e muitas vezes. Não cabe numa viagem só. Você vai a primeira vez e antes de voltar pra casa já descobre que precisa voltar e isso ocorre tantas vezes quantas você visite aquele país incrível.

Por isso tudo aí, nós vamos de novo. Desta vez na companhia de amigos, o que convenhamos, é diferente. Pode até não ser a forma mais romântica, mas certamente será a mais divertida.

Daqui a dois meses estaremos embarcando de novo pra repetir uma parte do roteiro e também para incluir lugares nunca vistos, como a ilha de Malta (que não é italiana, mas está ali pertinho), onde moram amigos brasileiros; depois a Sicília, que é um sonho antigo; e a Toscana, porque ninguém é de ferro e se existe um lugar que merece ser revisitado, a Toscana sem sombra de dúvida é o lugar.

Como sempre, vamos contar tudo, tudinho pra vocês. Desde o mico de descer em Milão e depois pegar um voo até a ilha de Malta, no outro extremo, até a volta, saindo também de Malta em direção ao continente. Eu explico: esse é um mico mais ou menos planejado, porque nossa viagem seria para a Croácia (e aí, descer em Milão se justifica). Só que a gente resolveu convidar os amigos para ir junto e eles queriam fazer a “bota”, então a gente mudou tudo e resolveu fazer um arranjo pra não perder a passagem até Milão. Mas, não importa quão longe nós vamos, o que importa mesmo é que vamos para mais uma aventura!

Nos próximos dias, entre um post e outro, vamos falando disso…


Onde comer boas pizzas em Brasília

Pra quem está de passagem por aqui ou simplesmente acabou de chegar, pra ficar, a gente tem dicas pra tudo. Mas, hoje, vamos falar de pizzas. Porque Brasília já teve má fama nesse quesito e realmente custou muito a ter boas pizzarias, daquelas que você pode ir com as amigos pra jogar conversa fora ou até mesmo (por que não?) pra se acabar de comer a boa e legítima pizza.

Vamos lá! As nossas preferidas são essas aí, não necessariamente nesta ordem:

  • Avenida Paulista – aqui, além da pizza, ainda tem o visual do lago Paranoá, que é sensacional. Lugar bonito, mais arrumado, pé direito alto, tudo de bom gosto. Tem boa carta de vinhos e pizzas especiais, embora também tenha o trivial; fica na SCES Trecho 2 Beira Lago, s/n.  Eu sei, o endereço é complicado e o local é meio complicado também de achar, para quem não é daqui. Mas o taxista vai saber e vale!
  • Frattello Uno – mais central, mais fácil de achar e ainda serve boa pizza. É um lugar tradicional, sem ser careta. Fica na 103 sul, pode falar assim mesmo, que o taxista vai entender!
  • Valentina – também mais ou menos central, no final da Asa Norte, na 214 (tem em outros endereços, mas esse é o nosso preferido); a Valentina é uma dissidência do Frattello, por isso mesmo as pizzas seguem mais ou menos a mesma linha;
  • Bacco -pizzas fininhas, pra quem gosta de crocância! Na Asa Sul, quadra 408. Lugar bacana, com um ar meio retrô, vale conhecer; também está em outros endereços, mas o da 408 sul é o mais central e mais movimentado; a gente gosta.
  • La Fornacella – receitas bem italianas, legítimas, pra ser mais honesto, lugar super simples, com cara de boteco mesmo, mas deliciosas. Pra quem quer comer sem pretensão. Super finas! Fica na 312 norte, fácil de achar.

Nova atração em Londres, o The Slide já é o maior tobogã do mundo

Notícia quentinha para quem vai a Londres: o mais alto e mais longo tobogã do mundo acabou de ser inaugurado na cidade. Com 178 metros de descida, 12 voltas em torno do eixo da estrutura, os visitantes demoram apenas 40 segundos para chegar ao chão depois da subida até o topo.

A atração foi construída dentro do Parque Olímpico na Orbit Arcelor Mittal, uma torre concebida para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Chamado de “The Slide”, o tobogã tem uma velocidade de até 25 quilômetros por hora.

Além do brinquedo, no local é possível conhecer a outra parte da torre que está a 144 metros de altura e oferece uma visão de boa parte de Londres. Para se aventurar nessa novidade é preciso desembolsar 12 euros – cerca de R$ 50 reais -, o valor do ingresso para adultos. Crianças têm desconto.

Para a construção do brinquedo foram usados 35 mil parafusos. Com a quantia de aço que utilizada era possível construir 265 dos famosos ônibus de dois andares ingleses. O projeto foi feito pelo escultor Sir Anish Kapoor e pelo engenheiro Cecil Balmond.

Se você for conferir, na volta conta pra gente como foi!


Compra descomplicada de dólar no aeroporto de Brasília

Essa é para os viajantes que passam pelo aeroporto internacional de Brasília e têm conta no Banco do Brasil!

Caso precisem comprar dólares americanos, basta subir até o último piso do aeroporto (acho que é o 2. piso) e se dirigirem até a agência do Banco do Brasil (que fica bem escondida, diga-se de passagem!), à esquerda de quem sai da escada rolante, depois de alguns tapumes. É incrível, mas é verdade, o BB parece que não faz muita questão de divulgar a existência daquela agência.

Uma vez lá, encontre o terminal de auto-atendimento que disponibiliza dólares (só tem um) e saque normalmente, com o seu cartão de débito ou de crédito, como se fosse sacar em reais. É uma mão na roda, digo, no bolso…


Tax free – como receber

Visível nas vitrines de lojas no exterior, a expressão “plus tax” (taxa a mais) ou “tax free” indica que parte dos impostos que compõem o preço dos produtos poderá ser devolvida aos clientes que não residem naquele país, no momento do seu retorno ao país de origem. Mas, muitos passageiros desconhecem a vantagem ou, na afobação do embarque, muitas vezes não aproveitam dela.

Vamos dar umas dicas sobre isso, pra facilitar a vida na hora de pegar essa graninha de volta:

Países onde tem tax free – A devolução de parte do Imposto de Valor Agregado (o IVA) está disponível em todos os países que compõem a União Europeia e em algumas nações do oriente, além de Argentina, Uruguai, México e Austrália. Nos Estados Unidos, estados como Texas e Louisiana, por exemplo, reembolsam parte da “sales tax”.

Produtos que dão direito a tax free – O tax free não vale para serviços, como hotéis, passeios ou refeições, mas sim para produtos que vão sair do país. E o ideal é que ele esteja na embalagem original, sem uso, ao ser apresentado aos guardas aduaneiros no aeroporto. Por exemplo, perfumes, roupas, calçados e eletrônicos. Na dúvida, pergunte antes de fazer a compra.

Valor do reembolso – A alíquota do imposto muda de acordo com o país. Na União Europeia, a alíquota gira entre  6% a 25%”, mas atenção, você não recebe o valor total do imposto, porque as empresas que intermediam o serviço (como a Global Blue e a Premier Tax Free) ficam com uma porcentagem.

Condições – As condições variam muito. Em geral, as compras devem ser feitas no mesmo dia e na mesma loja. Por exemplo, na França é preciso gastar no mínimo 175.01 euros no mesmo dia e na mesma loja, já na Alemanha basta gastar 30 euros nas mesmas condições. Procure um vendedor e ele lhe explicará como funciona.

Como solicitar o tax free – O processo de reembolso é solicitado no aeroporto de saída do país visitado. Quando a loja participa do programa de tax free, basta pedir no caixa o formulário de reembolso. Neste momento, você deverá apresentar o passaporte e o cartão de crédito internacional. Você poderá escolher receber a devolução do imposto em espécie ou no cartão de crédito. Para ser validado, o formulário deverá ser carimbado no aeroporto.

Depois, você deverá dirigir-se ao balcão da alfândega para conseguir um carimbo no formulário. Além dele, será necessário apresentar passaporte e recibos de compras. Os produtos em questão devem estar prontos para serem mostrados, caso seja solicitado. Feito isso, os formulários deverão ser entregues no guichê da empresa, dentro do aeroporto, que faz a intermediação do pagamento.

Mas, atenção, você vai precisar estar no aeroporto duas horas antes do tempo pedido pela companhia aérea. Em um voo internacional, por exemplo, o mais seguro é você estar no aeroporto cinco horas antes da partida do avião. Isso porque existe uma burocracia a ser cumprida na hora do pedido de reembolso e, não raramente, longas filas nos guichês. Se você pretende despachar os bens adquiridos (em vez de levar na mala de mão), o processo deve ser feito antes do check-in.

 

 

 


Reservou o hotel e desistiu da viagem? Pode haver uma saída!

Você está com tudo pronto para aquela viagem dos sonhos e, de repente, tem que cancelar! A primeira ideia que lhe vem à cabeça é: “preju”, não tem jeito! Especialmente no Brasil, o negócio é complicado e acaba em perda mesmo, mas fora daqui começam a aparecer alternativas.

O eBay oferece há bastante tempo um serviço que permite revender suas reservas que por qualquer razão precisam ser canceladas. Agora, a Roomer Travel, https://www.roomertravel.com que está em Nova York e Tel Aviv, e a Cancelon, http://www.cancelon.comde Boston, oferecem serviços semelhantes.

O negócio funciona como um mercado secundário para quartos de hotéis. Os vendedores podem pedir o preço que quiserem por suas reservas, mas a revenda não é garantida e geralmente há um desconto. Após a reserva ser vendida, a Roomer Travel cobra 15% de comissão e a Cancelon, 10% e ambas garantem que coordenam o contato com o hotel para que o nome da reserva e o número do cartão de crédito usado como garantia sejam mudados. Parece interessante, principalmente se você pensar que sua reserva seria perdida de qualquer jeito.

Em geral, quando um quarto é oferecido nesses sites, ele surge em serviços de viagens como o Kayak e o Trivago. Os quartos da Roomer também são anunciados na Skyscanner, e os da Cancelon no TripAdvisor.

O ponto negativo disso tudo é que os consumidores ficam inseguros. Não há como ter certeza se as revendas de reservas dos quartos oferecidos foi feita diretamente nos sites. Muitas vezes você faz uma reserva com um site e depois quando chega a confirmação, você vê que veio de outro site.

Novidade legal e os sites parecem seguros. A gente está acompanhando para ver se funciona mesmo e depois voltamos a falar.

 


Finalmente você pode trazer na mala aquele salame especial, sem riscos

Ufa!! Custou, mas saiu! Turistas estrangeiros e brasileiros em viagem no exterior agora já podem trazer na bagagem itens como queijo, salame, doce de leite e pescado. Nova norma federal de 10/5/2016 autoriza o ingresso no Brasil de produtos de origem animal. Antes, apenas os produtos processados de origem vegetal tinham autorização de ingressar no país com os viajantes.

Segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), hoje esses produtos representam um risco insignificante e a norma traz melhorias no processo de fiscalização do trânsito internacional, que terá foco em produtos de maior risco. A entrada destes produtos está limitada, no entanto, de 5 quilos a 10 quilos por pessoa, dependendo do produto.

 Produtos autorizados

Os produtos contemplados na medida estão divididos em seis grupos:

– Produtos cárneos industrializados destinados ao consumo humano (esterilizados comercialmente, cozidos, extratos ou concentrados de carne etc) – limitado a 10kg por pessoa

– Produtos lácteos industrializados (doce de leite, leite em pó, manteiga, creme de leite, queijo com maturação longa, requeijão etc) – limitado a 5 litros ou 5 Kg por pessoa

– Produtos derivados do ovo (ovo em pó, ovo líquido pasteurizado, clara desidratada etc) -limitado a 5kg por pessoa

– Pescados (salgado inteiro ou eviscerado dessecado, defumado eviscerado, esterilizado comercialmente) – limitado a 5kg por pessoa

– Produtos de confeitaria que contenham ovos, lácteos ou carne na sua composição – limitado a 5kg por pessoa

– Produtos de origem animal para ornamentação.


Quais vinícolas visitar em Mendoza?

A gente ficou na dúvida: elas são muitas, de todos os tamanhos e mais ou menos tecnológicas, você pode escolher.

Desde Brasília a gente já sabia que visitaria as clássicas: Catena Zapatta, Pulenta, Salentein… Mas também queríamos visitar uma pequena, bem rústica, bem tradicional e por isso escolhemos a La Azul. Ficamos por aí, pois não tínhamos a intenção de passar os dias bebendo vinho e apenas isso. Queríamos conhecer a cidade, seus muitos parques incríveis, ir a restaurantes típicos ou estrelados, enfim, fazer um pouco de tudo. Então, saímos daqui certos de que faríamos duas visitas por dia, no total de quatro e ponto!

Em quatro dias, não dá para fazer muita coisa a não ser que você priorize. Foi o que fizemos: visitamos quatro vinícolas em dois dias (enquanto a média de todo mundo é seis) e almoçamos em duas delas. Foram dois dos melhores almoços de nossas vidas, com boa comida, visual incrível, bons vinhos (claro!) e preços justos.

Visitamos no primeiro dia a Salentein (que é grande e tem bons vinhos, mas não surpreendeu) e depois a La Azul (que é mínima, rústica, simples ao máximo). O almoço foi na La Azul: no terraço, pé no chão, mesas pintadas de azul, flores, muitas flores e um menu excepcional. Duas entradas, prato e sobremesa, mais quatro vinhos para acompanhar e uma hora de conversa com um dos donos que já faz parte da quarta geração da família produtora de vinhos ali, na região. Tudo per-fei-to! Pouca gente, atendimento excelente, visual impagável e depois de tudo, uma hora de espreguiçadeira vendo a vida passar. Tudo por cerca de 1.000 pesos, incluindo gorgeta  (algo em torno de 250 reais). Vale a pena!

Um dia de folga para andar pela cidade e, no terceiro dia, fomos visitar a Pulenta (porte médio, ótimos vinhos, degustação perfeita) e depois à Catena Zapata (é tudo o que você imagina e mais um pouco!) . No final, sem muita vontade e até meio a contragosto, fomos por indicação do nosso guia/motorista Javier apenas almoçar na Chandon (ótima surpresa, puro bom gosto, minimalismo e espumantes do começo ao fim). Ficamos gratos ao Javier pela indicação e por nos vencer nesse programa que não estávamos muito a fim de fazer. Para quem quer saber dos preços, aqui ficou em torno de 1.300 pesos, o que significou, há duas semanas atrás, 340 reais, mais ou menos. Almoço para dois, com espumantes diversos, entrada, prato e sobremesa (divina!).

É isso aí! A escolha das vinícolas é muito pessoal, cada um deve escolher aquela que mais tem a ver com seu paladar, com seu bolso e com os vinhos que deseja experimentar. Pra nós, essas escolhas aí foram perfeitas e se eu tivesse que escolher apenas duas escolheria, com certeza, a Catena e a Pulenta, com o almoço da La Azul.